Histórico do fabricante, engenharia naval e responsabilidade técnica são fatores decisivos para evitar acidentes.
A decisão de encomendar um catamarã no Brasil vai muito além da estética, do conforto ou do preço final. Quando falamos em transporte de passageiros ou carga, a segurança estrutural e operacional deve ser o principal critério de escolha. Ainda assim, incidentes envolvendo afundamentos e falhas graves continuam ocorrendo, muitas vezes ligados diretamente ao processo de fabricação.
O primeiro cuidado essencial é avaliar o histórico do estaleiro. Fabricantes sérios possuem trajetória documentada, embarcações operando há anos e profissionais técnicos identificáveis. A ausência de informações claras sobre responsáveis técnicos, métodos construtivos e padrões de engenharia deve ser encarada como sinal de alerta.
Outro ponto crítico é o projeto naval. Embora catamarãs sejam reconhecidos por sua estabilidade, essa vantagem só se confirma quando há cálculo estrutural adequado, correta distribuição de peso e materiais compatíveis com o esforço exigido. Um erro nessa fase pode comprometer toda a embarcação, independentemente da habilidade do condutor.
Além disso, a segurança não termina na entrega. Fabricantes comprometidos oferecem suporte técnico, orientações operacionais e acompanham o cliente na fase de certificação e uso. Encomendar um catamarã sem esse respaldo é assumir riscos desnecessários.
Na navegação profissional, segurança não é opcional — é consequência direta de escolhas feitas ainda no estaleiro.