O modelo de cotas compartilhadas está democratizando o acesso às embarcações e mudando para sempre a forma de consumir no mercado náutico.
Durante muito tempo, ter uma lancha foi um privilégio restrito a poucos. Os altos custos de aquisição, manutenção, marina, seguro e tripulação transformaram o sonho da navegação em um compromisso financeiro pesado. Nos últimos anos, porém, um modelo vem redesenhando esse cenário: o sistema de cotas náuticas compartilhadas.
Nesse formato, um grupo de pessoas divide a compra e os custos operacionais de uma embarcação, pagando apenas pelo uso real e usufruindo de toda a estrutura profissional de gestão. O resultado é uma economia que pode chegar a 80% em comparação à compra tradicional, sem abrir mão de conforto, segurança e qualidade.
A lógica é simples e eficiente. Em vez de manter uma lancha parada a maior parte do ano — o que é comum na propriedade individual — o cotista passa a investir de forma racional, utilizando a embarcação nos períodos desejados, com agenda organizada e sem preocupações burocráticas.
Além da redução de custos, o modelo entrega algo ainda mais valioso: tempo e tranquilidade. Manutenção, limpeza, abastecimento, seguro e logística ficam sob responsabilidade de empresas especializadas, enquanto o cotista se dedica apenas ao prazer de navegar.
O crescimento desse modelo no Brasil reflete uma mudança clara de mentalidade. O consumidor náutico atual busca experiência, não posse. Busca liberdade, não obrigações. E as cotas náuticas representam exatamente essa nova forma de viver o mar.